quinta-feira, 29 de novembro de 2012

CURSO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL: 2 AULA - DEFICIÊNCIA VISUAL – BRAILLE



INTRODUÇÃO:

Louis Braille foi o criador do sistema de leitura para portadores de deficiência visual, nasceu em 4 de janeiro de 1809; e faleceu em 6 de fevereiro de 1852. O sistema de leitura ficou conhecido pelo seu sobrenome “braille”.

Louis Braille
Era filho de Simon-René Braille, fabricante de arreiros e selas para montaria. Na infância, ao brincar na oficina do pai, se feriu nos olhos com uma das ferramentas. Louis Braille passou a conviver com a deficiência visual.
O padre da cidade, Jacques Palluy, e o pai o matricularam na escola, onde Louis Braille demonstrou grande facilidade em aprender através dos ouvidos e logo tornou-se no líder da turma. Aos 10 anos, recebeu do Instituto Real de Jovens Cegos de Paris, bolsa de estudos de educação especial.
O fundador do instituto era Valentin Haüy, pioneiro na criação de programas de educação para deficientes visuais. Haüy já havia tentado criar métodos de leitura em alto-relevo.
Este método conseguia ensinar as crianças a ler, mas por serem relevos costurados, não as orientavam a escrever. Quando Braille tinha 12 anos, o instituto recebeu a visita do capitão Charles Barbier, que logo apresentou um sistema de comunicação, a “escrita nocturma” ou “serre”.
O método de Charles Barbier passou a ser referido como “sonografia” e utilizava pontos de relevo em rectângulo similares a um estilo de leitura de campo de batalha. Braille aprendeu o novo método e buscou simplificá-lo.
Desta simplificação, Braille desenvolveu seu próprio método baseado em 6 pontos, logo inserindo a notação numérica e musical. Aos 15 anos, Louis Braille começou a lecionar no instituto e, no ano de 1829, publicou o seu método. Foi reconhecido pelo estado francês depois de morto, no ano de 1952.

Como funciona o sistema Braille?
O sistema Braille é um processo de escrita e leitura baseado em 64 símbolos em relevo, resultantes da combinação de até seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos cada. Pode-se fazer a representação tanto de letras, como algarismos e sinais de pontuação. Ele é utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão, e a leitura é feita da esquerda para a direita, ao toque de uma ou duas mãos ao mesmo tempo.
O código foi criado pelo francês Louis Braille (1809 - 1852), que perdeu a visão aos 3 anos e criou o sistema aos 16. Ele teve o olho perfurado por uma ferramenta na oficina do pai, que trabalhava com couro. Após o incidente, o menino teve uma infecção grave, resultando em cegueira nos dois olhos.

O Brasil conhece o sistema desde 1854, data da inauguração do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, chamado, à época, Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Fundado por D. Pedro II, o instituto já tinha como missão a educação e profissionalização das pessoas com deficiência visual. "O Brasil foi o primeiro país da América Latina a adotar o sistema, trazido por José Álvares de Azevedo, jovem cego que teve contato com o Braille em Paris", conta a pedagoga Maria Cristina Nassif, especialista no ensino para deficiente visual da Fundação Dorina Nowill.
O código Braille não foi a primeira iniciativa que permitia a leitura por cegos. Havia métodos com inscrições em alto-relevo, normalmente feito por letras costuradas em papel, que eram muito grandes e pouco práticos. Quatro anos antes de criar seu método, Louis Braille teve contato com um capitão da artilharia francesa que havia desenvolvido um sistema de escrita noturna, para facilitar a comunicação secreta entre soldados, já utilizando pontos em relevo. Braille simplificou esse trabalho e o aprimorou, permitindo que o sistema fosse também utilizado para números e símbolos musicais.
O Braille hoje já está difundido pelo mundo todo e, segundo pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", de 2008, do Instituto Pró-Livro, 400 mil pessoas leem Braille no Brasil. Não é possível, segundo o Instituto Dorina Nowill, calcular em porcentagem o que esses leitores representam em relação à quantidade total de deficientes visuais no país. Isso porque o censo do ano 2000, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que há 169 mil pessoas cegas e 2,5 milhões de pessoas com baixa visão. No entanto, este último grupo é muito heterogêneo - há aqueles que enxergam apenas 1% e, portanto, poderiam ler apenas em Braille, como pessoas que enxergam 30% e podem utilizar livros com letras maiores.
A falta de informação é ainda o principal problema que Maria Cristina percebe em relação ao Braille. "Muitos professores acham que é simples ensinar o Braille a um aluno cego. No entanto, a alfabetização com esse sistema tem suas especificidades, e o professor, para realizar essa tarefa com êxito, tem de buscar ajuda", explica a especialista.
Hoje institutos como o Benjamin Constant, o Dorina Nowill e muitos outros pelo país oferecem programas de capacitação em Braille e dispõem de vasto material sobre o assunto.

ATIVIDADE:

Talvez uma das grandes dificuldades em lidar com o deficiente visual seja o fato de que a maioria das pessoas não conhece o Braille, já existe no site do MEC (http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/grafiaport.pdf) um documento que é direcionado para professores e outras pessoas que utilizam o sistema Braille. Esse documento e normatizador e propõe a unificação do sistema Braille com a língua portuguesa. A parti da leitura desse documento elabore um texto sobre a importância de conhecer o Braille, como funciona esse sistema e qual a sua estrutura. No minimo 2 laudas.

SUGESTÃO DE LEITURA:


SUGESTÃO DE VÍDEOS:

O menino que via com as mãos: https://www.youtube.com/watch?v=X246CNCQ1Ok
Ballet – Deficiente Visual: https://www.youtube.com/watch?v=X5LILcXYd50

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